Após quase seis anos do crime que chocou o Brasil, Paulo Cupertino Matias foi condenado nesta sexta-feira (30) a 98 anos de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelo triplo homicídio qualificado do ator Rafael Miguel, de 22 anos, e de seus pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel.
O crime aconteceu em 9 de junho de 2019, em São Paulo. Na ocasião, Rafael e seus pais foram até a casa de Cupertino para conversar sobre o namoro do jovem com Isabela Tibcherani, filha do réu. Durante a visita, os três foram brutalmente assassinados a tiros.
O Ministério Público apontou que Cupertino cometeu os assassinatos por não aceitar o relacionamento da filha com o ator. O réu fugiu logo após o crime e permaneceu foragido por quase três anos, usando documentos falsos e se escondendo em várias cidades no Brasil e na Argentina. Ele foi capturado apenas em maio de 2022, em São Paulo.
O julgamento foi realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, com júri popular formado por sete pessoas. A sentença foi proferida pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, que destacou a crueldade dos assassinatos e o impacto psicológico na filha de Cupertino, que presenciou a execução da família do namorado.
Durante o julgamento, Cupertino negou o crime, mas as provas apresentadas foram contundentes. Outros dois réus, acusados de ajudá-lo na fuga, foram absolvidos.
A condenação encerra um dos casos mais tristes da crônica policial brasileira recente e traz um mínimo de alívio para os familiares e para a sociedade que clamava por justiça.

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