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267 LGBT+ foram assassinados em 2025,revela relatório do Grupo Gay da Bahia


 O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025, segundo o Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil, levantamento anual divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Os dados mantêm o país na liderança mundial em assassinatos motivados por LGBTfobia e revelam um cenário alarmante de violência. Ao longo do ano, uma pessoa LGBT+ foi morta a cada 34 horas.


Entre os casos documentados estão 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 mortes por outras causas violentas, como atropelamentos e afogamentos em contextos de agressão. Apesar de o relatório apontar uma redução de 11,7% em relação a 2024, quando foram registrados 291 casos, a entidade alerta que a queda não representa segurança nem avanço efetivo na proteção dessas vidas.


O levantamento também evidencia o contraste internacional: enquanto o Brasil contabiliza centenas de mortes, países como México e Estados Unidos apresentam números significativamente menores. Para o GGB, essa disparidade revela que a violência contra a população LGBT+ no país é estrutural e exige respostas urgentes do poder público.


A organização ressalta ainda que os dados representam apenas a ponta de um iceberg de violência subnotificada, já que não há um sistema oficial eficaz de registro de crimes de ódio por LGBTfobia. O relatório reforça a necessidade de políticas públicas, educação para a diversidade e ações permanentes de enfrentamento à violência, como caminho para garantir que a vida LGBT+ seja protegida e respeitada.



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