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Mortes pela polícia crescem em SP e batem recorde em 2025


 Balanço da violência ⚖️


O número de mortes provocadas por policiais em São Paulo cresceu pelo terceiro ano consecutivo durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 2025 registrou o maior patamar da série recente, com 834 mortes causadas por policiais civis e militares, sendo 700 delas cometidas por agentes em serviço. Levantamentos do Ipea indicam que, antes da posse de Tarcísio, em 2022, o estado contabilizava 421 mortes desse tipo — número que praticamente dobrou desde então.


A escalada foi contínua ao longo do governo. Em 2023, primeiro ano da gestão, foram 504 mortes; em 2024, o total saltou para 813; e, em 2025, atingiu o pico de 834. O período ficou marcado por operações de grande letalidade, como a Operação Escudo e sua continuidade, a Operação Verão, realizadas na Baixada Santista após a morte de um policial da Rota. Somadas, as duas ações resultaram em 84 mortes, configurando a operação mais letal da PM paulista desde o Massacre do Carandiru, em 1992.


O aumento da letalidade policial ocorreu em paralelo a mudanças na política de uso de câmeras corporais. Logo no início do mandato, Tarcísio determinou a retirada dos equipamentos, medida que foi revertida após acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), mas com novas regras de funcionamento. O cenário contrasta com a tendência de queda registrada até 2022, quando o número de mortes por policiais havia recuado 55% em relação a 2017, ano em que foram registradas 941 ocorrências.


Enquanto a letalidade policial e os feminicídios avançam, os homicídios totais seguem em queda no estado. Em 2025, São Paulo registrou 2.527 assassinatos, uma redução de 3,9% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica, com 5,46 mortes por 100.000 habitantes. A capital, porém, destoou da tendência: foram 530 homicídios, alta de 6,4%. Já os feminicídios bateram recorde, com 270 mortes no estado e 63 na cidade de São Paulo, evidenciando um agravamento da violência de gênero nos últimos três anos.

#BrasildeFato

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