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Escolas cívico-militares iniciam aulas marcadas por erros de ortografia


 O início do ano letivo nas escolas cívico-militares de São Paulo, nesta segunda-feira (2), foi marcado por erros de ortografia cometidos por monitores militares aposentados. Durante atividades na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas incorretamente no quadro durante o ensino de comandos militares.


As grafias corretas seriam “descansar”, com “s” na última sílaba, e “continência”, com a letra “n” antes do “c”. Os erros ocorreram enquanto o tenente Jeferson ensinava a ordem unida — conjunto de movimentos padronizados utilizados na Polícia Militar. Após alguns minutos, ele foi alertado e corrigiu as palavras no quadro. O flagrante foi feito pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo.


Em Jundiaí, a única escola estadual que aderiu ao programa é a Escola Estadual Professor João Batista Curado. O modelo cívico-militar começou em 100 unidades da rede estadual, distribuídas por 89 municípios, com previsão de atender cerca de 50 mil estudantes em todo o estado.


A Secretaria da Educação do Estado informou, por meio de nota, que “todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola” e que “neste início de implementação, os monitores estão passando orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos”.


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se posicionou contra o modelo. Em nota, a entidade afirmou que “repudia a implantação de escolas cívico-militares em São Paulo”, classificando o programa como “inconstitucional e autoritário”. O sindicato também criticou o uso de verbas da Educação para a contratação de militares aposentados e alegou que a medida foi imposta sem consulta à comunidade escolar.

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