De saída do governo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) afirmou nesta segunda-feira (23/3) que deixa o cargo de “cabeça erguida”. Ele anunciou a renúncia após reunião com aliados na sede do governo fluminense e comunicou a decisão à imprensa.
A saída ocorre um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento de uma ação que pode torná-lo inelegível. O afastamento vinha sendo discutido há semanas com aliados e acabou prevalecendo como a estratégia considerada mais viável para evitar o “constrangimento” de uma eventual cassação pela Corte e tentar afastar o risco de inelegibilidade.
Ao se despedir do cargo, Castro não mencionou o processo em análise no TSE. Ele afirmou que deixará o governo para disputar uma vaga no Senado, agradeceu aos aliados e fez um balanço de sua gestão.
“Hoje encerro meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Saio para ser candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, declarou.
O político também disse ter mantido “respeito” na relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ter dialogado com a “oposição e adversários”.
“Dialoguei com oposição e adversários. Não fiz política rasteira. Não ataquei a família dos outros. Minha relação com o governo federal, mesmo difícil, foi pautada pelo respeito. Não há uma postagem ou fala minha com apelidos ou questões jocosas. Sempre entendi que a população escolheu a mim e aquela outra pessoa. Seja prefeito, vereador, deputado. Mantive um nível, que nem sempre é visto. Pessoas usam palavras de baixo calão, desrespeitam. E em nenhum momento vocês me viram fazer isso”, afirmou.
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