As infecções s3xvalmente transmissíveis (ISTs) nem sempre provocam sintomas intensos, dor ou feridas evidentes. Em muitos casos, os sinais são discretos, desaparecem sozinhos ou são confundidos com alergias, viroses e irritações comuns do dia a dia. O problema é que o diagnóstico tardio pode aumentar o risco de complicações graves e facilitar a transmissão para outras pessoas.
Segundo a infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, infecções como HPV, sífilis, hepatites e HIV podem permanecer silenciosas por longos períodos. “Mesmo manifestações discretas merecem investigação, porque o diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a cadeia de transmissão”, afirma.
Feridas pequenas, corrimento leve, verrugas, ardência ao urinar e coceira são alguns sintomas frequentemente negligenciados. Muitas vezes, eles desaparecem espontaneamente, o que leva a pessoa a acreditar que não havia nada preocupante.
A infectologista Eliana Bicudo, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília, explica que a sífilis é uma das ISTs mais traiçoeiras nesse aspecto. “É a campeã. Você tem uma lesão pequena chamada cancro primário, como se fosse uma feridinha ou uma espinha com casquinha na região genital, sem dor, e muita gente ignora”, destaca.
Além disso, sintomas da fase inicial do HIV podem ser confundidos com uma simples virose. Febre, dor de garganta, manchas no corpo e aumento de gânglios podem surgir semanas após a infecção e desaparecer sozinhos em poucos dias.
Mesmo sem sintomas aparentes, a infecção continua ativa no organismo. Isso significa que a pessoa pode transmitir a doença sem saber. Em casos como HIV, hepatites e clamídia, o quadro assintomático pode durar anos.
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📸 Viktoria Ruban/ Getty Images

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