Waldirene Nogueira, conhecida por ter sido a primeira mulher trans do Brasil a realizar uma cirurgia de redesignação s3xual, morreu, aos 80 anos, nesta terça-feira (19/5), em São Paulo.
Segundo a funerária responsável pelo sepultamento, o corpo será levado para Lins, no interior paulista, cidade onde Waldirene nasceu e viveu grande parte da vida. O velório será realizado nesta quarta-feira (20/5), a partir das 7h, no Memorial Santa Izabel. O enterro está previsto para às 17h, no Cemitério da Saudade.
A cirurgia de redesignação s3xual de Waldirene foi realizada no Hospital Oswaldo Cruz, em dezembro de 1971, na capital paulista, pelo cirurgião plástico Roberto Farina, considerado um dos principais nomes da área naquele período. Antes do procedimento, ela passou cerca de dois anos sendo acompanhada por especialistas, que identificaram que sua identidade de gênero não correspondia ao s3xo registrado no nascimento.
Na época, os próprios órgãos oficiais ainda tratavam a situação com desconfiança. O Instituto Médico Legal (IML), por exemplo, chegou a ser acionado para verificar se Waldirene “era mulher”. Em seus documentos, ainda constava o nome de registro masculino, Waldir Nogueira.
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