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Documento propõe uso da inteligência artificial para melhorar aprendizagem nas escolas

A inteligência artificial tem ocupado cada vez mais espaço no debate sobre o futuro da educação. Com o objetivo de orientar esse processo, o Instituto IA.Edu lançou a versão preliminar do documento “Escolas Figitais: IA a Serviço da Aprendizagem Plena para Todos”, que apresenta um conjunto de diretrizes para integrar a tecnologia ao ensino básico de forma planejada e voltada à melhoria da aprendizagem.


O texto funciona como um marco conceitual, ou seja, um documento que reúne princípios, conceitos e propostas para orientar políticas públicas, pesquisas e o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas às escolas. A ideia central é que a inteligência artificial seja utilizada como ferramenta de apoio ao trabalho dos professores, sem substituir o papel do educador, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso ao aprendizado.


Segundo os autores, a transformação digital da educação não deve começar pela tecnologia, mas pelas necessidades reais de professores e estudantes. O documento defende que a inteligência artificial seja aplicada para fortalecer práticas pedagógicas e oferecer novas oportunidades de aprendizagem, evitando que seu uso amplie diferenças entre alunos de diferentes contextos sociais.


A proposta parte de um diagnóstico preocupante sobre a educação brasileira. Com base em dados do Banco Mundial, o estudo afirma que apenas 30% das crianças do País alcançam a alfabetização básica até os 10 anos de idade. Já informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostram que somente 56% dos alunos da rede pública concluem o 2º ano do Ensino Fundamental alfabetizados e que 59% dos estudantes que terminam o Ensino Médio apresentam desempenho insuficiente em Matemática.


Ao mesmo tempo, os pesquisadores apontam que o Brasil reúne condições favoráveis para incorporar a inteligência artificial ao ensino. Dados da pesquisa TALIS, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indicam que 56% dos professores brasileiros do Ensino Médio afirmam utilizar ferramentas de IA em suas atividades, percentual superior à média internacional da organização, de 36%.  


Fonte: AgoraRN

 

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