Reinaugurado há 10 anos sob a promessa de fomentar o turismo e a economia local e com a proposta de se tornar um novo polo gastronômico da cidade, o Mercado das Rocas, cuja reforma foi entregue em janeiro de 2016, segue subutilizado e sem cumprir a função para a qual foi pensado. Atualmente a estrutura de 4 mil metros quadrados de área, com 84 boxes, tem apenas 11 em funcionamento, o que equivale a 13% do total.
Permissionários que atuam no equipamento, localizado na zona Leste de Natal, reclamam da subutilização e da falta de movimento no mercado. Além da estrutura precária, especialmente dos banheiros, os trabalhadores contam que convivem com a presença de usuários de drogas, o que afasta clientes e provoca prejuízos para as vendas locais.
A permissionária Luciana Aguiar reclama da falta de segurança e das condições estruturais do equipamento. “A gente quer continuar aqui, mas a situação é muito difícil. As pessoas que usam drogas vêm até o banheiro, levam pia, torneira e tudo o mais que for possível. No feminino, só tem o vaso sanitário”, lamenta.
Também permissionário, Nildo Silva disse que na semana passada se juntou a outros colegas e buscou a Semsur, na tentativa de encontrar uma solução para os problemas do mercado. “A gente conversou com o secretário, mas ele falou que não tem dinheiro para fazer obra de reforma. Enquanto isso, a gente fica nessas condições. Até os ventiladores estão quebrados. Fora isso, os clientes não querem vir para cá, por conta do pessoal que usa droga. Aliás, tem muita gente que pensa que o mercado está fechado”, afirma o permissionário.
Em nota, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal (Semsur), responsável pelo mercado, disse ter formalizado um grupo de trabalho com representantes dos setores de mercados públicos, fiscalização e jurídico para construir um planejamento voltado ao uso e à ocupação desses espaços. Segundo a Secretaria, o grupo realizou quatro reuniões e está avançando na elaboração do processo licitatório que permitirá a ocupação dos boxes atualmente sem uso nos mercados municipais.
Fonte: Tribuna do Norte

0 Comentários