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Natal tem como principais desafios saneamento nas escolas e acesso a água, aponta Unicef.


 Natal tem como principais desafios ambientais para a infância o saneamento nas escolas, o acesso à água tratada e a coleta adequada de esgoto, segundo o Painel Crianças e Meio Ambiente, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Vital Strategies. O levantamento analisou 5.571 municípios brasileiros e classificou indicadores ambientais conforme o grau de prioridade para orientar políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.


Saneamento nas escolas

O indicador de crianças e adolescentes matriculados em escolas sem saneamento básico completo recebeu alta prioridade em Natal. Segundo o levantamento, 8,41% das matrículas da educação básica estão em unidades de ensino que não possuem simultaneamente água encanada, esgotamento sanitário e coleta de lixo.


A presença de áreas verdes nas escolas foi classificada como prioridade média, alcançando 60,85% das instituições de ensino avaliadas no município.


Infraestrutura urbana

Na área de infraestrutura ambiental e urbana, o painel apontou alta prioridade para o percentual de crianças e adolescentes sem coleta adequada de esgoto, que representa 7,1%, e para a população sem acesso à água tratada, correspondente a 26,04%.


Os indicadores relacionados à coleta inadequada de resíduos, moradias precárias, acesso à rede geral de abastecimento e destinação de lixo receberam classificação entre baixa e média prioridade.


Saneamento ainda é desafio no RN

O Rio Grande do Norte ainda está distante da universalização do esgotamento sanitário. Dados da Agência Nacional de Águas (ANA), de março de 2026, apontam que apenas 26% da população do Estado é atendida pela rede de esgoto.


Em Natal, o índice chega a 41,4%, mas a maior parte dos imóveis ainda não está conectada ao sistema público de coleta e tratamento.


Na Zona Norte da capital, a situação é mais crítica: cerca de 339,5 mil pessoas ainda não possuem acesso ao serviço. Atualmente, apenas 3% da população da região é atendida pelo sistema de esgotamento sanitário.


Fonte: AgoraRN

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