Um objeto ainda não identificado caiu perto da vila de Tarnawa-Kolonia, em Lublin, no leste da Polônia, e causou uma cratera de 10 metros de diâmetro nesta quinta-feira (30/7). Os radares detectaram o objeto sobrevoando o país, possivelmente enviado pela Rússia, e um caça F-16 polonês foi enviado para interceptá-lo.
No entanto, ele sumiu dos registros antes que os sistemas pudessem identificar o que se tratava. Um helicóptero Mi-24 foi direcionado para a área da última indicação do objeto. Segundo o exército polonês, o objeto caiu em um terreno não construído. Uma equipe de busca e salvamento foi enviada ao local.
“Às 3h40, no espaço aéreo polonês, foi detectado um objeto não identificado movendo-se em direção ao oeste. Para identificá-lo e interceptá-lo, um caça F-16 de sobreaviso foi direcionado para a área. Às 3h46, antes de uma identificação inequívoca, o objeto desapareceu das indicações dos sistemas de radiolocalização”, disse o exército.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que o incidente foi uma violação do espaço aéreo do país pela Rússia. “Durante o ataque em massa russo com mísseis contra a Ucrânia ocidental, ocorreu uma violação do espaço aéreo polonês”, disse pelas redes sociais.
Durante a noite, a Rússia disparou ataques massivos à Ucrânia, vizinha polonesa. “Durante as horas noturnas, os sistemas nacionais e aliados de reconhecimento detectaram intensa atividade de combate da aviação de longo alcance da Federação Russa”, disse o exército polonês em um comunicado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, relatou que o ataque deixou ao menos oito mortos em todo o país. Em Radushne, na região de Dnipro, um pai e três filhos foram vítimas dos ataques com mísseis. Outras duas crianças foram retiradas vivas dos escombros.
Segundo Zelensky, mais de 70 mísseis foram utilizados, sendo um número significativo deles balísticos. Foram também mais de 280 drones, 260 deles foram interceptados.
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