As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) seguem como um problema de saúde pública e atingem diferentes perfis da população. Entre mulheres lésbicas, porém, o tema ainda é pouco discutido, o que contribui para a ideia equivocada de que o risco seria baixo ou inexistente.
Especialistas apontam que essa percepção não corresponde à realidade. A ausência de informação adequada e de abordagens específicas na saúde pode atrasar o diagnóstico e dificultar a prevenção.
O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que o risco de transmissão é alto. “O risco existe de transmissão sempre que houver contato de mucosa com mucosa”, explica.
Isso inclui diferentes formas de relação sexual entre mulheres, mesmo sem penetração. O contato direto entre regiões íntimas já é suficiente para permitir a passagem de agentes infecciosos.
A ginecologista Marina Aguiar de Almeida, do Hospital Santa Lúcia Norte, destaca que medidas simples fazem diferença na prevenção. “Manter os exames em dia, cuidar da saúde e higienizar corretamente os objetos utilizados”.
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