Depois de 12 anos de interrupção, o Samu de Natal voltou a acionar as motolâncias no atendimento de urgência. A ideia por trás delas é simples, e o que está em jogo são minutos: colocar o profissional de saúde diante do paciente antes que a ambulância consiga chegar. As motocicletas entram para antecipar a chegada do profissional àquelas ocorrências em que o relógio decide o desfecho do socorro — acidente de trânsito e parada cardiorrespiratória, sobretudo. A previsão da coordenação é ter três unidades rodando já no Carnaval de 2027 e chegar a quatro até dezembro do ano que vem.
Para retomar o serviço, o Samu está capacitando profissionais que ingressaram de duas maneiras — pelo concurso público e pela seleção simplificada que a Prefeitura promoveu. A estrutura desenhada para as quatro motos prevê 16 técnicos de enfermagem. Eles estão em treinamento duplo: para pilotar o veículo e para prestar o primeiro atendimento.
Luiz Roberto Fonseca, que assumiu há pouco a coordenação-geral do Samu Natal, diz que a volta das motolâncias era uma demanda antiga de quem dirige o serviço. Nos anos em que o serviço ficou suspenso, o atendimento na capital se concentrou inteiramente nas ambulâncias de suporte básico e de suporte avançado. “Nós tínhamos as ambulâncias de suporte básico e as ambulâncias de suporte avançada no Samu de Natal. Agora a gente retoma esse serviço, que era um desejo que tínhamos enquanto coordenação”, afirmou.
Ele atribui essa volta ao respaldo que veio tanto da Secretaria Municipal de Saúde quanto da Prefeitura. A proposta, conta, foi acolhida pelo titular da pasta, Geraldo Pinho, e também pelo prefeito Paulinho Freire. Foi a realização do processo seletivo simplificado que permitiu incorporar os profissionais hoje em preparação para atuar sobre as motos.
A história do serviço na capital começa em 2007, inspirada num projeto que o Corpo de Bombeiros de São Paulo havia posto de pé no ano anterior. A experiência desenvolvida aqui virou, por um tempo, referência nacional para o Ministério da Saúde — até deixar de funcionar.
Fonte: AgoraRN

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