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Sabrina kalahari posta nota sobre a realidade do movimento LGBT+ de Natal


 Não me calarei

Há mais de vinte anos dedico parte da minha vida à militância LGBT+ de forma voluntária, movida pela convicção de que lutar por direitos é também lutar pelo respeito à diversidade, à dignidade e à liberdade de cada pessoa ser quem é. Ao longo dessa trajetória, enfrentei desafios, preconceitos e inúmeras tentativas de silenciamento.

É doloroso perceber que, em determinados momentos, aqueles que deveriam promover a inclusão acabam reproduzindo práticas de exclusão, perseguição e intolerância contra vozes divergentes. Defender a diversidade não pode significar aceitar apenas quem pensa igual. O verdadeiro espírito do movimento deve estar baseado no diálogo, no respeito às diferenças e na construção coletiva.

Podem tentar desacreditar minha história, questionar minha trajetória ou ignorar minha contribuição, mas jamais conseguirão apagar mais de duas décadas de dedicação voluntária e compromisso com causas que considero justas. Não abrirei mão do meu direito de expressar minhas opiniões e denunciar aquilo que considero incoerente.

Continuarei falando, defendendo aquilo em que acredito e honrando a caminhada que construí ao longo dos anos. Porque a verdade não se cala diante da perseguição. Ela resiste, permanece e, mais cedo ou mais tarde, prevalece.

Sabrina Kalahari
Gérlio Smith

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