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Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram o educação básica, mostra estudo.


 O Brasil tem hoje 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que abandonaram a escola antes de concluir a educação básica, mostra o estudo “ População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas”. O contingente é equivalente a 37,3% da população nessa faixa etária, maior que a população de países como Itália ou África do Sul.


O relatório, apresentado nesta terça-feira durante o lançamento da Rede EJA e Inclusão Produtiva, é uma iniciativa que reúne 16 organizações da sociedade civil em torno de um compromisso de longo prazo para ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e promover a inclusão produtiva no Brasil. O estudo foi realizado por Fundação Roberto Martinho, Fundação Bradesco, Fundação Itaú/ Itaú Educação e Trabalho e Fundação Arymax, com a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


A rede tem como objetivo dois compromissos de longo prazo: ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA), e impulsionar a inclusão produtiva no país.


O relatório produzido pelo grupo mostra que esse número de brasileiros que não concluíram a educação básica vem diminuindo, mas não pelo avanço de políticas públicas, e sim pela mortalidade desse público. Os dados apontam que 51% da redução da demanda por Educação de Jovens e Adultos (EJA) desde 2012 ocorreu não pela escolarização dessa população, mas em razão da mortalidade. Em contrapartida, 8% dessa queda é explicada pelo programa.


Em outras palavras, para cada pessoa que concluiu a educação básica pela EJA nesse período, mais de seis morreram sem terminar os estudos. “A queda da demanda não significa que o problema está sendo resolvido. Indica que essa população está envelhecendo e morrendo antes de ser alcançada. E que os próximos 10 a 15 anos representam a última janela de oportunidade para alcançar as gerações nascidas entre 1960 e 1980”, alerta o relatório.

Fonte: o globo

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